7.11.10


Sentia-me um pouco como ele
todos os silêncios,
constântes.initerruptos.
No meio de outros tinha o costume de distânciar-se, como uma câmera que
se afasta tão lentamente que sem nem ao menos perceber de repente já não se exerga
mais o que antes estava tão próximo.
E tudo o que faço é como se pudesse ser desfeito pela mais calma brisa.
E tudo o que se desfaz é como se fosse impossível de se recompor
Nada mais será palavra depois do teu silêncio
e a minha boca, tão calada, espera impaciênte que o silêncio se desfaça.
Não queria te causar nenhum mal
só queria ficar em silêncio
mas doía tanto, eu sei,
era no silêncio que a gente mais doía.

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